Primeiro Plataforma do novo currículo
Plataforma do Pensar Eficaz
201º Curso de Imersão em Criatégia
04 a 07 de Agosto de 2010
Metodologia do Pensar Eficaz
Essa metodologia é o resultado das pesquisas do ILACE desde 1997. No princípio, ao perceber semelhanças no trabalho do pensar criativo com o pensar estratégico e o pensar crítico, tratamos de investigar se haveria um “terreno comum” entre essas abordagens.
O que descobrimos é muito mais do que uma faixa de terreno. Não são ilhas do pensar. A inteligência em movimento constitui um único continente. E isto muda tudo.
“Que interesse tenho nisso?”
À semelhança de uma organização ou de um país, o desenvolvimento pessoal depende de que a inteligência esteja habilitada a mover-se, o que não é encorajado pelas sociedades nem pelos sistemas de ensino.
Pensamento, algo que já foi pensado, não é pensar. Conhecimento, algo que já se conhecia, não é conhecer. Aceita-se que a inteligência só é eficaz quando em movimento, mas o culto ao pensamento petrificado envolve cada um de nós.
Agora, atente para a época que estamos vivendo. Como estão suas responsabilidades? Dá para deixar a inteligência acomodada? Talvez seja até fácil, mas seria essa a sua escolha?
Dúvidas e consultas
Acreditamos que nosso site atenderá algumas questões suas. Mas teremos satisfação em ouvi-lo por telefone ou por e-mail. Para algo de interesse geral, você poderia comunicar-se deixando aqui seu comentário.
Exéquias de José Leão de Carvalho
Os ritos fúnebres serão celebrados no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina. O velório terá início às 19 horas de hoje, 15/04, à Avenida Francisco Falcone, 837; a cremação terá lugar amanhã, 16/04, às 09 horas, à Avenida Francisco Falcone, 300.
De cara, globalizar o repertório
Nenhum executivo ou empresário precisa pagar cursos ou conferencistas importados para ganhar uma visão do tal globo com que agora tem de lidar. Uma simples mudança de rotina poderá proporcionar-lhe essa visão subitamente exigida.
Para quem tem o hábito da leitura – e os executivos geralmente têm – já fica mais fácil, é só incorporar umas poucas publicações, talvez substituir algumas.
Uma fonte surpreendente é Le Monde Diplomatique Brasil, publicação mensal com uma linguagem menos pasteurizada que as revistas de grande circulação e não tão excludente quanto as de cunho acadêmico. Seu conteúdo é de amplo espectro, desde a democracia digital à economia e à política de Mianmar, bem como as contradições do governo Obama. E seu olhar abrange todo o globo. Em seis meses, o leitor percebe que nenhuma agência de viagens poderia ter lhe oferecido um “pacote” tão diversificado.
Outro manancial é o caderno do The Economist encartado na revista CartaCapital, também esta há anos recomendada aos nossos leitores em razão do seu jornalismo, que se pauta pelo “respeito à inteligência do leitor”, de que nos falava Lippman. Alguns desses encartes abrem verdadeiras estradas de possibilidades ao empresário que “não tem nada a ver com o assunto”.
O mesmo poderíamos dizer da revista Pesquisa da Fapesp. O leitor não precisa estar preocupado com nenhuma daquelas notícias e reportagens. Sua inteligência por assim dizer toma caronas.
Já a revista trimestral Política Externa é a ponte para os administradores de negócios transitarem da “caipirice década de 50” de certas associações empresariais, que está ancorada numa postura coitadinha, para uma visão de quem está disposto a sair para o mundo. Só exige uma leitura curiosa e aberta.
Sean Goldman, apenas uma vítima do dinossauro
Nestes dias, principalmente no Brasil, muitas pessoas estão lamentando a violência com que o menino americano foi arrancado de sua família brasileira. O pai tinha e tem o direito de lutar pelo convívio e por assumir a guarda e educação do garoto, que lhe fora raptado pela mãe. Mas o desfecho não tinha que ser tão grosseiro, tão sem nuances.
O que agora aconteça com o menino e seu pai vai caber na ordem das normalidades. O pai, quando passar o sabor da “vitória” e quando já não estiver imerso na atmosfera narcísica dos “reality shows”, poderá sentir algo parecido com frustração. Alguns sentimentos de perda do menino encontrarão compensações nos festejos e outros envolvimentos que lhe serão prodigalizados. O futuro? Desejemos que seja o melhor para todos os envolvidos. E torçamos discretamente para que Sean, ao chegar à idade adulta, não seja enviado como missionário ou mariner para “salvar” o país em que ele um dia viveu.
Mas o que nos interessa é pensar por que o desfecho do litígio “internacional” foi tão provinciano, tão burocrático e tão insensível.
O pátrio poder, agora apelidado de poder familiar, esteve presente em toda essa novela. A máquina extrusora que prolatou a sentença “final”, se tivesse sido movida por uma inteligência humana, teria sido menos obediente aos termos do recurso paterno e à pressão desavergonhada da diplomacia antidiplomática. O pai, autor da ação, era de fato parte, mas não era a única identidade em jogo. Essa pequena inclusão do personagem Sean – que não teve culpa no rapto supostamente cometido pela mãe e que viveu mais de cinco anos uma história em outro contexto familiar – levaria um pitecantropo togado a recriar o pastel da sentença. O pai receberia o filho, mas teria assinado um compromisso de não descontinuar de maneira tão cortante a história familiar ora em andamento.
A maioria dos nossos leitores já está acostumada com o pensar flexível diante da realidade. Mas semelhante flexibilidade – ludicidade, nem pensar – não é fácil de ser assimilada pelos profissionais da lei. Observe o leitor que os currículos dos cursos jurídicos não contêm antropologia cultural, nem sociologia, nem psicologia, nem linguística. É compreensível que, com frequência, tanto as leis quanto seus autores e aplicadores não pareçam lidar com o humano.
Agora, miremos de forma mais real o pátrio poder. Olhar um instituto jurídico como um princípio ou uma teoria é abdicar da própria inteligência. Vejamos como de fato a “coisa” funciona na cultura. Contemplemos os noticiários e as estatísticas sobre as infinitas formas de violência contra crianças e adolescentes, dentro das casas, dentro das famílias. São quase inexistentes os casos de proteção. O que pesa são as violências facilitadas, acobertadas e até justificadas pelo entendimento real desse velho e normal “direito”.
Mesmo nos níveis mais letrados, críticos e até psicanalisados da sociedade, a criança e o adolescente não estão nem um pouquinho protegidas contra as manhas do dinosauro. Mesmo nesses círculos quando a conversa tangencia os atos “paternos” em que o narciso esteve à frente do interesse dos filhos, a maioria dos pais não se exclui dessa “normalidade” cultural.
Idéias para mudar o mundo
Leão de Carvalho
A revista SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, edição janeiro 2010, traz uma matéria de capa intitulada “20 Idéias para Mudar o Mundo” que, como é fácil imaginar, chamou nossa atenção. São efetivamente propostas talentosas, respaldadas em pesquisas e quase todas merecedoras de atenção nível plus, em razão do que prometem. Mas dizer que mudariam o mundo já emana um cheirinho de marketing.
Nossa principal observação metodológica, porém, é que toda idéia no conceito leigo de idéia é vitimada pela teratologia de haver sido gerada sem a necessária contextualização sistêmica. Não há qualquer mesquinhez nessa advertência; pelo contrário, respeitamos e salientamos a ousadia e o esforço aplicados. Mas, se já existe uma metodologia sistêmica para processar um invento ou inovação, por que não aplicá-la? Deixemos para responder esta pergunta mais adiante.
Ao contemplar a matéria da revista, lembramo-nos da iniciativa do nosso conselheiro Gilvan Azevedo em outubro de 2008 quando decidiu enviar a um concurso mundial do Google a proposta do ILACE de oferecer a Metodologia do Pensar Eficaz como instrumental para transformações em todos os palcos.
Dentro das regras do concurso, nosso companheiro propunha que o Google deflagrasse e/ou patrocinasse nos países emergentes o esporte do pensar inovador, ao criar clubes que competiriam na Copa do Pensar. Ao seminar essa nova categoria de esporte mediante uma estratégia de transformação cultural, abre-se espaço a torcidas por uma nova visão de mundo. O exercício do novo “esporte” leva as pessoas e comunidades a transitar da aceitação fatalista das circunstâncias para o reconhecimento da própria capacidade de mudar a realidade. Mais importantes do que as riquezas geradas ou descobertas (produtos, serviços e formas de convivência), é suscitar nas comunidades o protagonismo.
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