Nosso País publica boas revistas. Aqui mesmo temos destacado artigos e publicações as mais diversas. Recentemente, sugerimos “Pesquisa” da FAPESP e “Política Externa”, esta não só por sua pauta específica mas também por estimular o raciocínio estratégico do leitor. No último ano, foi muito feliz o surgimento de “Nossa História”, que consegue surpreender e agradar leitores de variadas faixas de idade.
Hoje, queremos enfocar uma publicação que, por seu profissionalismo, consegue a proeza de informar variedades sem desrespeitar — pelo contrário, até auxiliando — a inteligência crítica dos seus leitores. Analisamos onze edições da revista CartaCapital sem termos encontrado qualquer incentivo a auto-ajuda ou outros dispositivos de raquitização do pensar.
Nem o ILACE nem alguém aqui tem qualquer aproximação com a referida revista ou sua editora. Pelo contrário, ironicamente o único registro que temos é de um respeitável colaborador da mesma que não quis ouvir do saudoso Osvaldo Assef qualquer referência ao nosso trabalho, porque nos imaginava no ramo da auto-ajuda.
Para nós o que importa é a singularidade aqui destacada: CartaCapital proporciona ao leitor a possibilidade de olhar os fatos sem a formatação do pensamento único e obediente. E esse olhar interessa não só a quem pratica a metodologia do pensar eficaz, mas a todos que cultivam o pensar crítico.
Talvez alguém considere que, por sua função como gestor ou por sua idade, esse pensar crítico não interessa à sua carreira. Seria doloroso, porém, listar a quantidade de concidadãos que, por motivos semelhantes, oito anos atrás, abafaram sua crítica em face de uma certa orquestração jornalística e depois foram varridos pelos “negócios aliviadores” então apregoados.
É compreensível que muitos reduzam o mundo à sua casa ou ao seu palco profissional. Mas faz parte de nossa missão lembrar que criatividade e estratégia sem pensar crítico são meros ademanes mentais.
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