Seja qual for o seu ramo de atividade e o porte do seu empreendimento, você está jogando no comércio internacional. Para produzir e para vender, o que diferencia você dos seus concorrentes é a inteligência eficaz. Para comprar, o que você busca nos seus fornecedores é esse mesmo valor agregado. Queira ou não, você está na Copa do Pensar.
Tracemos o paralelo. Imagine um país sem clubes organizados e atualizados em algum esporte: que chances teria nas competições internacionais? A mesma lógica vale para os negócios.
No Brasil, muitas empresas pretendem habilitar-se para a competição, mas a falta de experiência e tradição faz com que a maioria ainda não saiba como organizar e capacitar seus "clubes de pensar".
Umas empresas, inclusive entre as maiores, acreditam que basta acumular informações para se habilitarem a gerir e usinar o insumo conhecimento. Esquecem que a passagem da informação para o conhecimento é o pensar e que mesmo o conhecimento, enquanto não se traduzir em ações criadas dentro de uma estratégia, continua sendo apenas uma possibilidade não-aproveitada. Algo análogo ao fruto que permanece na árvore e, se não for colhido, cai e apodrece.
Outras apostam na "competência criatividade" que, talvez por uma herança de paradigma, tende a repetir a noção de criatividade como uma Coisa (uma indistinta "commodity" em relação à qual parece existir pleno entendimento e nenhuma diferenciação) e não como o resultado de processos mentais e culturais. Claro que essa noção pré-científica de criatividade como Coisa não consegue formar craques nem equipes.
Outras decidem semear cursos de criatividade dentro do quadro gerencial. Mas quem semeia sem cuidar e sem uma estratégia para a colheita tende a mal-aproveitar a safra. Também não forma craques no esporte do pensar. Equipes nem pensar, porque já desde o começo a competição individual está corroendo essa tática.
O dispositivo mais eficaz para a empresa crescer na competição é também o mais econômico: em vez de espalhar "heróis da criatividade" pela empresa, habilitar e manter ativo um número apenas suficiente de Grupos de Resolução e Invenção.
O grupo mais estratégico deve estar na liderança do negócio, é claro. Inovação e invenção procedem de pesquisa e desenvolvimento, mas não apenas desse foco. Empreender e gerir também constituem pensar e a ampliação criatégica dos processos e atitudes reflete-se em um novo clima para a organização.
Formar e implantar esses grupos exige uma "ecologia" organizacional propícia e que os integrantes internalizem procedimentos e atitudes no pensar específicos. Como garantia de êxito, um decidido empenho na instalação.
Temos satisfação em esclarecer dúvidas e adicionar informações.
Clique aqui para fazer perguntas e comentários sobre os conteúdos do site.