Cursos e Serviços em 2010

Para atender às atuais necessidades dos círculos decisórios, o ILACE desenvolveu a Metodologia do Pensar Eficaz.
A difusão desse inédito feixe metodológico vai se cumprir mediante um leque de cursos e serviços.

Cursos curriculares

Plataforma da Metodologia do Pensar Eficaz

Primeiro salto na MPE

Outros saltos : São informados apenas a quem vai prosseguir.

Construção de thinktank interno - Serviço

Cursos especiais

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“Repensar, Redesenhar, Reconstruir.”
Quem propõe é o Fórum Econômico Mundial

Sarkozy em Davos

“Não temos escolha: ou mudamos ou a mudança se abaterá sobre nós”

Para evitar os clichês de autoajuda e outras inutilidades melosas, o primeiro passo é repensar o verbo repensar. Não se trata de julgamento moral ou de apelo regenerador. Repensar consiste em pensar de outro jeito. Pensar como quem acabou de chegar. Pensar a partir de outra lógica. Pensar o que não pensaria antes. Pensar o impensável. Pensar o que lhe assusta já antes de ser pensado. E como é inesgotável o repensar!

Quando governantes e homens de negócio – espécie habituada a trapacear com significados e por isso mesmo campeões em  tropeçar no que  supõem pensar – recorrem a esse verbo, algo está acontecendo. Dizem temer que aconteça, mas já é realidade concreta, acontecida da silva, apenas escondida.

Quando um líder conservador afirma “Temos que corrigir nossa visão de mundo”, tem o mérito de ser prudente, mas ainda é muito pouco, porque é uma conversa de confrades. Ainda estão escondendo o que nos interessa saber. A todos nós, inclusive você.

Sim, no Brasil estamos vivendo uma situação privilegiada. Mas são exatamente as pessoas com maior nível de responsabilidade – nas empresas, nas instituições, na criação cultural, na pesquisa científica e tecnológica – que estão demonstrando um inoportuno alheamento perante riscos e oportunidades. Você está lembrado de quando poucos anos atrás lhe propúnhamos olhar-se como um profissional global?

A nosso redor, agitam-se milhares de pessoas dentro de enredos globais e sequer se dão conta. Será que esperam uma nuvem sobre suas cabeças ou uma estrela anunciadora?


Idéias para mudar o mundo

Idéias para mudar o mundo

Leão de Carvalho

A revista SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, edição janeiro 2010, traz uma matéria de capa intitulada “20 Idéias para Mudar o Mundo” que, como é fácil imaginar, chamou nossa atenção. São efetivamente propostas talentosas, respaldadas em pesquisas e quase todas merecedoras de atenção nível plus, em razão do que prometem. Mas dizer que mudariam o mundo já emana um cheirinho de marketing.

Nossa principal observação metodológica, porém, é que toda idéia no conceito leigo de idéia é vitimada pela teratologia de haver sido gerada sem a necessária contextualização sistêmica. Não há qualquer mesquinhez nessa advertência; pelo contrário, respeitamos e salientamos a ousadia e o esforço aplicados. Mas, se já existe uma metodologia sistêmica para processar um invento ou inovação, por que não aplicá-la? Deixemos para responder esta pergunta mais adiante.

Ao contemplar a matéria da revista, lembramo-nos da iniciativa do nosso conselheiro Gilvan Azevedo em outubro de 2008 quando decidiu enviar a um concurso mundial do Google a proposta do ILACE de oferecer a Metodologia do Pensar Eficaz como instrumental para transformações em todos os palcos.

Dentro das regras do concurso, nosso companheiro propunha que o Google deflagrasse e/ou patrocinasse nos países emergentes o esporte do pensar inovador, ao criar clubes que competiriam na Copa do Pensar. Ao seminar essa nova categoria de esporte mediante uma estratégia de transformação cultural, abre-se espaço a torcidas por uma nova visão de mundo. O exercício do novo “esporte” leva as pessoas e comunidades a transitar da aceitação fatalista das circunstâncias para o reconhecimento da própria capacidade de mudar a realidade. Mais importantes do que as riquezas geradas ou descobertas (produtos, serviços e formas de convivência), é suscitar nas comunidades o protagonismo.

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Sean Goldman, apenas uma vítima do dinossauro

Sean Goldman, apenas uma vítima do dinossauro

Leão de Carvalho

Nestes dias, principalmente no Brasil, muitas pessoas estão lamentando a violência com que o menino americano foi arrancado de sua família brasileira. O pai tinha e tem o direito de lutar pelo convívio e por assumir a guarda e educação do garoto, que lhe fora raptado pela mãe. Mas o desfecho não tinha que ser tão grosseiro, tão sem nuances.

O que agora aconteça com o menino e seu pai vai caber na ordem das normalidades. O pai, quando passar o sabor da “vitória” e quando já não estiver imerso na atmosfera narcísica dos “reality shows”, poderá sentir algo parecido com frustração. Alguns sentimentos de perda do menino encontrarão compensações nos festejos e outros envolvimentos que lhe serão prodigalizados. O futuro? Desejemos que seja o melhor para todos os envolvidos. E torçamos discretamente para que Sean, ao chegar à idade adulta, não seja enviado como missionário ou mariner para “salvar” o país em que ele um dia viveu.

Mas o que nos interessa é pensar por que o desfecho do litígio “internacional” foi tão provinciano, tão burocrático e tão insensível.

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De cara, globalizar o repertório

Nenhum executivo ou empresário precisa pagar cursos ou conferencistas importados para ganhar uma visão do tal globo com que agora tem de lidar. Uma simples mudança de rotina poderá proporcionar-lhe essa visão subitamente exigida.

Para quem tem o hábito da leitura – e os executivos geralmente têm – já fica mais fácil, é só incorporar umas poucas publicações, talvez substituir algumas.

Uma fonte surpreendente é Le Monde Diplomatique Brasil, publicação mensal com uma linguagem menos pasteurizada que as revistas de grande circulação e não tão excludente quanto as de cunho acadêmico. Seu conteúdo é de amplo espectro, desde a democracia digital à economia e à política de Mianmar, bem como as contradições do governo Obama. E seu olhar abrange todo o globo. Em seis meses, o leitor percebe que nenhuma agência de viagens poderia ter lhe oferecido um “pacote” tão diversificado.

Outro manancial é o caderno do The Economist encartado na revista CartaCapital, também esta há anos recomendada aos nossos leitores em razão do seu jornalismo, que se pauta pelo “respeito à inteligência do leitor”, de que nos falava Lippman. Alguns desses encartes abrem verdadeiras estradas de possibilidades ao empresário que “não tem nada a ver com o assunto”.

O mesmo poderíamos dizer da revista Pesquisa da Fapesp. O leitor não precisa estar preocupado com nenhuma daquelas notícias e reportagens. Sua inteligência por assim dizer toma caronas.

Já a revista trimestral Política Externa é a ponte para os administradores de negócios transitarem da “caipirice década de 50” de certas associações empresariais, que está ancorada numa postura coitadinha, para uma visão de quem está disposto a sair para o mundo. Só exige uma leitura curiosa e aberta.