Remédio contra o ódio e a cizânia |
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A América Latina, com especial destaque para o nosso
País, vive um momento auspicioso mas, em algumas horas,
sombreado por nuvens conhecidas. São exatamente as
possibilidades e os começos de
transformações que provocam reações
crescentemente frenéticas nos setores que resistem a
mudanças.
Dos fatos políticos enfocamos apenas o segmento em que
nos especializamos: os processos e atitudes mentais que
estão se revelando nos debates, mormente os do
gênero mão-única.
A grande mídia, habituada a se apressar em servir aos
interesses que lhe parecem dominantes, pauta-se por denegrir os
fatos e atores que preconizam ou acenam com mudanças, por
menores que estas sejam. E, obviamente, encontra fatos e
factóides que lhe permitem manter um tom acusatório
que é bem acolhido e multiplicado por mentes desprovidas
de pensar crítico, mentes que em períodos de
tensão constituem o "jogral político das classes
médias". |
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Inovação é algo além do
existente. E não levar esse fato em
consideração anula qualquer esforço. |
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No dia 3 de outubro, o governo federal discutiu o Plano de
Ação em Ciência, Tecnologia e
Inovação para o período 2007-2010, que
prevê investimentos de 1,5% do PIB ao ano. Graças a
um acréscimo de 25%, estima-se em R$ 40 bilhões o
total de recursos a ser mobilizados para
modernização, Plano de Desenvolvimento e
Inovação e ampliação da base de
capacidade (formação de recursos humanos, pesquisa
básica e aplicada).
Sem amesquinhar os avanços e a proposta de
integração prevista no Plano, cabe uma
preocupação. Há o risco de o conceito
Inovação ser o mesmo que é difundido pelas
consultorias, pela mídia e pelos círculos de
ciência e tecnologia. Tal risco, por ser altamente
provável, justifica este artigo. |
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Estratégia para tirar proveito da crise |
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Quem pense estrategicamente terá de considerar na
paisagem futura uma freqüência mais intensa de crises
na economia do país central e no próprio sistema.
No ambiente de negócios, na mídia e nos
círculos políticos, ainda predomina entre
nós a tendência a olhar essas crises somente como
nuvens negras. Mas será que elas constituem apenas
ameaças?
A presente crise da economia americana gerada em
decorrência da ficção que encharcava o
mercado imobiliário daquele país tanto
poderá ser contida quanto poderá agravar-se. Para o
caso de a segunda hipótese evoluir, os observadores do
lado de cá prevêem, quase unânimes, o
acirramento da competição no mercado
internacional.
Seja qual for a paisagem futura da economia mundial e
até para ser congruente com os impulsos internos, dos
quais o Plano de Aceleração do Crescimento é
o mais sintomático, faz-se oportuna uma estratégia
para tirar proveito da(s) crise(s) do sistema. |
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Antes da estratégia, faz-se necessária uma
óptica brasileira de Inovação |
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É um requisito crucial para a economia e para as
empresas. E não se trata de uma miragem. Começa por
investir na qualidade de pensar que lhe é
necessária, sem a qual será elevado o
desperdício de oportunidades.
Essa óptica, que terá de passar por um menos
tímido avanço social e dele beneficiar-se
política e economicamente, vai exigir uma consistente
"ideologia da e para a inovação". Um sistema
ideológico - paradigmas, valores, crenças e
descrenças - que liberte de seus "ídolos" o
conceito inovar.
Não é uma fórmula. É uma nova
"maneira de pensar" para conceituar e gerir
inovação.
Não despreza as inovações existentes, mas
já não fica limitado a elas. Repensa em
função de seus próprios desafios. Em vez de
se deixar seduzir pelos resultados que os outros estão
buscando, seleciona os que merecem o seu esforço. E
não economiza raciocínio ao diagnosticar o seu
caminho para alcançar o Resultado. |
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