Mostra-se contraproducente iniciar transformações organizacionais a partir de uma grande quantidade de pessoas. É mais eficaz começar por uma vanguarda escolhida mediante critérios estratégicos. O sucesso do auto-desenvolvimento organizacional depende de atrair e envolver os níveis diretivos e gerenciais da empresa ou instituição. Uma dificuldade é o "álibi da imprescindibilidade" que resulta do grau de responsabilidade dos protagonistas.
Mas a natureza da estratégia exige que venham na frente precisamente "os que fazem falta" no cotidiano. Não cabe apoiar transformações nos "prescindíveis".
Na primeira etapa, importa priorizar quem já está ou vai estar desenhando, gerenciando ou agenciando transformações.
A segunda etapa será uma decorrência lógica - ainda que com prováveis apostas heurísticas - do desenho estratégico alcançado na primeira.
A chave criatégica consiste em cumprir o programa de transformação com base em "malhas" (mesh, knit) ou "redes" (network), mais que por critérios de quantidade e nível, e criar dispositivos de advertência e correção para o programa.
Desenvolver e implementar essa estratégia criativa requer uma aplicação avançada do sistema RCD. O primeiro passo consiste em mapear os "nós" (knots) que explicitam a realidade atual da "rede".
A partir desse mapeamento, selecionar o desafio. Se a "trama" estiver particularmente difícil, propondo desafios no plural, é bom desconfiar. Em tais casos, é mais econômico recorrer ao ILACE. Ao prospeccionar o desafio estratégico, fica mais fácil escolher o objetivo, escolha esta em nível diretivo. Cada desafio terá o seu objetivo.
E aí começa a tarefa de fazer aflorar os personagens, ou os protagonistas, de cada "nó", já "puxando" os "clientes" e os "fornecedores " de cada um, para identificar os cordões de cada malha. É simples. Exige de fato algum trabalho e, antes, desabituar a mente em relação aos paradigmas e crenças vigentes na organização.